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terça-feira, 3 de março de 2009

Motivado pelo texto do Seinfeld


Em conversa com uma amiga do Netlog decidi deixar vaguear a minha mente e as minhas palavras pelo que o Seinfeld toca, de tal forma que todos nos sentimos identificados por esse texto.
No meu entender as questões sexuais são apenas a pimenta do texto, para lhe dar mais graça, e porque muitas vezes um humorista vai buscar as suas experiências e é sempre um homem, muitas vezes a falar para homens. ( claro que a plateia vai ter imensas mulheres mas todas se vão rir se tiverem capacidade de encaixe ).

Primeiro de tudo devo realçar que todas as generalizações que faço relativamente a homens e mulheres são apenas isso, meras generalizações. Cada vez menos há o "comportamento masculino" e o "comportamento feminino". Para o bem e para o mal.
Acredito que todos nós já passamos por isto. Querer conquistar a nossa amiga(o), e ela estar interessada noutra pessoa, da qual muitas vezes ela diz raios e coriscos. O tipo maltrata-a, não lhe liga, ela pergunta a nossa opinião sobre as intenções dele, o que achamos que ela deve fazer, se depois de tudo que se passou deve voltar para ele, ás vezes até conta detalhes da intimidade deles e nós "aguentamos" e tentamos ajudar, cheios de inveja e ciúmes. Parecemos estar "riscados do mapa", carimbados como amigos.
Quer homem quer mulheres têm por vezes a tendência de se apaixonarem e desejarem pessoas que as subestimam ou que não as tratam como elas gostariam. Muitas vezes é por isso mesmo que as sobrevalorizam, porque parecem inatingíveis e continuam a dizer "não". " Mas ela diz não porquê? Logo eu que sou tão isto e aquilo". É uma batalha pela "reparação do ego ferido". Isso também acontece comigo quer como sujeito activo quer como sujeito passivo dos "avanços sentimentais". Magoa bastante ser o amigo e não aquilo que desejávamos ser para a outra pessoa. E homens e mulheres sentem isso. Ás vezes dói tanto que é preferível esquecer a amizade. Pior ainda é quando a pessoa de quem queremos algum carinho, aceitação, nos dá alguma esperança ( nos leva sozinhos a um bar, vamos passear à beira-mar ou se fica a conversar no carro, na praia ou um lugar isolado com vista para o rio com todos os carros ao redor com os seus vidros ressoados )e nós damos o passo em frente e verificamos que tudo aquilo era apenas "amizade". A dor é ter de matar a "esperança" emocional e sexual que cultivamos em casa a pensar nela, a preparar o próximo passo de aproximação, e quando a carência bate é nela que pensamos. Mas ela diz que não pensa em nós dessa forma. O grande problema é que no caso do homem ele até nem ficava muito chateado, podia-se começar como amigo e quem sabe conquistá-la ( algumas mulheres também tentam essa estratégia ), mas geralmente falha. Sem a fagulha inicial da paixão as relações não são tão intensamente vividas.
Pessoalmente acho que amar e não ser amado é das piores sensações que existem, não ser aceite pela pessoa que colocámos no "pedestal-mor da nossa Capela" é auto-destrutivo, provavelmente nem é amor, porque amor é entre 2 pessoas, um diálogo e não um monólogo. Não poder concretizar a relação, saber como poderia teria sido estar com ela, como teria sido sentir o beijo dela, se a relação teria pernas para andar ou não é a Interrogação Torturante. A todos vós que se queixam porque só o(a) tiveram por alguns dias ou meses, eu digo-vos: "Sortudos de uma figa"!!! Tiveram a oportunidade de comprovar a possibilidade ou não da relação, tiveram uma hipótese de viver emoções com ele(a), que é bastante melhor do que alguém que cultivou uma vã esperança teve. Esse vai ter de engolir o sapo sem água e tentar convencer-se de que aquilo nunca ia dar certo ( senão dá em maluco ). Vai até possivelmente conhecer um dia o tipo que afinal ficou com ela e ter de fazer uma representação digna de Óscar.
Nesta não coincidência de vontade sentimentais entre 2 amigos criam-se 2 dilemas. Na pessoa que deseja iniciar a relação , fica dividida entre abandonar a amizade para não sofrer ou manter-se amigo e deixar os sentimentos dissiparem-se no tempo (ambas magoam ), a pessoa que não deseja iniciar, fica dividida entre diminuir o contacto com o amigo para não o magoar, deixando de lhe contar tudo aquilo que os tornava ainda mais íntimos como amigos ou tentar convencê-lo de que são só amigos e é isso que devem valorizar e apreciar. No meio disto há ainda aquelas pessoas que fazem do amigo "ioiô".
Passo a explicar. Quando precisam de atenção e carinho puxam, quando têm medo que ele esteja demasiado perto e com a ideia errada, empurram, mas não para longe, pois podem precisar dele brevemente, para apanhar os cacos que o "ser extraordinário que ela ama" provocou. Os homens (geralmente) têm ainda uma outra que é torna uma amiga em amiga colorida e continuando a desejar aquela que não conseguem conquistar.( Esperança sim, mas sem fome. O martelo para martelar e a chave de parafusos para desaparafusar, cada coisa no seu lugar).
Se é mau um homem aproveitar-se da paixão de uma mulher para a levar para a cama (enganando-a em relação aos seus verdadeiros objectivos e possibilidades da relação) também não é melhor aproveitar-se do desejo de correspondência de vontades para obter vantagens de qualquer tipo ( é apenas outra forma de enganar, mas sem sexo no meio, apenas devoção e favores ). Há mulheres que se aproveitam disso, abusam do poder.
Há também quem se engane a si próprio. O estado de carência e necessidade de atenção e intimidade geram muitas vezes esperanças nas pessoas em relação ás quais estão mais próximas e os amigos são os melhores "alvos". No entanto eu digo: "não devem 2 amantes ser antes de tudo amigos? Porque não basear a relação na amizade? sem amizade, amantes deixam de o ser rapidamente. Mas há uma condição que perturba tudo. Do amigo não esperamos mais do que a amizade, não o julgamos em muitos dos valores que fazemos em relação à pessoa que queremos para nós. Ele é assim, já o conhecemos há muito, se calhar é das pessoas que conhecemos melhor. Ora aí é que está o problema, creio eu. Já somos conhecidos, já sabem o que de bom e de mau temos. O "outro" tem uma vantagem imensa, difícil de superar. É uma personalidade ainda com imenso mistério, de quem ela não sabe tudo, o bom e o mau, como se comporta nesta e naquela situação. Assim, a paixão floresce mais facilmente, porque no seu estado "febril" ele seguramente será aquilo que ela espera que ele seja, pois assim lhe diz a esperança. A mesma que nós temos acerca dela, mas por "febrilidades" diferentes.
Quando nos apaixonamos desculpamos demasiado, tudo no sentido de sermos validados e concretizarmos a nossa Teoria da Felicidade: " só com ele vou ser feliz".
Se não corrermos atrás dos sonhos, seremos ainda mais infelizes do que o que seríamos se não corrêssemos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A dança do Acasalamento: o Flirt e a Sedução.


Quando entramos na adolescência o nosso comportamento relativamente ao sexo oposto muda bastante. Antes parceiros ou concorrentes em brincadeiras, nas quais pouco mudava em relação ao sexo do parceiro de brincadeira ( salvo brincar aos médicos e enfermeiras, e o futebol e ás bonecas ), agora membros de 2 clubes diferentes, e entre os quais existe todo um conjunto de comportamentos, rituais, limites. Começamos a perceber o nosso poder, o papel que representamos e a consequência para o nosso ego, de sermos aceites e valorizados por uma membro do sexo oposto. ( ou do mesmo, para quem descobre que é gay.. :-) )
Assim sendo começamos a desempenhar o nosso papel no jogo do flirt , na sedução. Não é difícil encontrar comportamentos semelhantes no mundo animal, onde geralmente o macho inicia um ritual de cortejamento, no sentido de impressionar a fêmea, de a fazer atrair pelas suas capacidades e características. Sejam as penas, as papadas, seja dominar outros machos pela força. Na sociedade actual, para além do dinheiro ( demonstrado no que conduzimos, na nossa habitação, nas roupas que vestimos ) existe também o que dizemos e como o dizemos, ou seja, o que revelamos da nossa personalidade e da nossa inteligência. A inteligência e a perspicácia tem na actualidade grande sex-appeal, quase tanto como abdominais definidos ou seios C ou D. :-) Assim como o humor, e a sensibilidade.
Tudo isso é verificado e medido aquando das conversas que se desenrolam entre 2 pessoas, avançando e recuando como espadachins e esperando ouvir a resposta a cada nova estocada."En garde". Defendemos as provocações , provocamos em resposta, ora ficando em vantagem , ora em desvantagem.
Essas conversas são algo viciantes dado que dão uma sensação de prazer ( quando bem desenroladas ), há uma sensação de concretização, massagem mental ao ego, sentimo-nos poderosos e capazes de dizer coisas que afectam a outra pessoa, no bom sentido. Provavelmente comparar o flirt à masturbação mútuas é algo exagerado, mas...é aquilo que me faz lembrar. ( Já alguém disse que as minhas comparações eram do pior :-)) Provavelmente será mais semelhante a uma luta greco-romana moderada, com o sexo oposto, em que quase é tão bom ficar por baixo como por cima, ou correr ao redor da miúda e ela atrás de nós...ehehehe.
Com o passar do tempo e com a repetição do agradável ritual, começa-se a querer mais dessa "luta". A falta dela causa desconforto. ( Aqui não distingo o estado civil dos intervenientes. prazer é prazer, novidade e hormonas continuarão a sê-lo mesmo depois de casados e muitas vezes especialmente depois de casados). Assim sendo essa luta de vontades pode culminar em dar o passo a seguir ( concretizar a luta através do relacionamento físico, sendo que o primeiro beijo é algo de extremamente intenso ) ou então em apenas obter o prazer da luta de vontades e capacidades mentais e de argumentação, não retirando mais prazer do que esse, tornando o ritual num hobby inofensivo. Ou então não, dirão os mais puristas, advogando que tal pode ser considerada uma forma de traição. Não partilho da ideia. Acho que pode ser salutar, praticar a sedução, desde que não se desenvolva, e cada um o encare como brincadeira pura. aliás até acho que a sedução e o flirt deve ser praticado sempre, especialmente com a nossa companheira, tal como uma pontinha de ciúme, para avivar a chama do medo de se perder a pessoa que é "nossa". Pode ser o término do flirt, do batalhar para ganhar o dia, uma das razões para a monotonia sentimental nos casamentos.
No reino do flirt surgem agora novas possibilidades como o flirt virtual nos chats e no Second life ou mundos 3d mais sexuais. Um dia terei de falar sobre sexo virtual..lol
Seja como for, o flirt faz parte da vida, do poder pessoal de agradar e inerente à sua sexualidade. O chocolate da vida, sendo que o amor será a nossa comida substancial preferida e a paixão o gelado com topping. lol

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Os olhos...


via The Insider

Reparem nos olhos do Nicholas Sarkozy, que tem como esposa Carla Bruni. A "coitada" da Bar Refaeli, modelo israelita foi totalmente despida ;-).
Não peço ás mulheres que compreendam estes comportamentos, mas que pelo menos não nos martirizem. É irreflectido como coçar no meio das pernas.:-) Somos bebes grandes :-)


Vou escrever o que penso em relação a uma ideia: olhos, sensualidade, voyeurismo.
Li o texto de uma mulher que se queixava de sentir a perda de interesse aquando de conversas, verificando que os interlocutores muitas vezes dispersavam-se olhando para o decote dela.
Sim. "Mea culpa" tb. Mas eu consigo ter um olho no burro e outro no cigano....lol
Agora a sério, também o faço, como todos os homens. É inerente a ser-se homem e tenho a certeza que também a ser-se mulher, mas com mais discrição.
Vi um documentário um dia que os perús se excitavam com imagens de "peruas", e reduzindo sucessivamente o objecto, bastava apenas a cabeça estilizada de uma delas, para eles se excitarem. Não creio que nesse departamento sejamos tão diferentes dos perus. Que o diga a Playboy ou a Sexus. Um mero texto que nos faça fantasiar dar-nos-á excitação sexual. E porquê? Porque é a mente que nos dá essa sensação. É, como alguém dizia, o maior órgão sexual.
Voltando um pouco ao tema, tudo que está normalmente está escondido encerra uma carga de tensão sexual. No decorrer da evolução da moda, provavelmente na época das cortes francesas dos Luíses, aceitou-se valorizar os peitos femininos, apertando as cinturas e valorizando os decotes, que subiam ao ritmo da respiração. O poder feminino da sedução existe, e é usado também na forma como se vestem em relação ao homem e também em relação á "concorrência" feminina como forma de diferenciação e aproximação á corrente do grupo.
A mini-saia, o decote, as calças justas, tudo que valorize o corpo da mulher existe um pouco para potenciar esse poder da sensualidade e da atracção. Talvez por isso os islâmicos de linha dura ou os judeus ortodoxos e os quakers tenham as suas regras de vestuário. Uma mulher de burkha não terá problemas em que um homem se desconcentre com o que ela diz...a menos que passe outra mulher de burkha ao lado, com formas mais jeitosas...lol
Basta olhar para os anúncios e verificas que mensagens se escondem ou nem se escondem em cada spot a carros, e todos os artigos destinados a homens ou até a mulheres.
Há uma comunicação na sociedade baseada em sensualidade e o olhar apenas é a recepção dessa mensagem.

PS:
De algum lado deve ter surgido a expressão: os olhos também comem. Não sei se apenas nos aspectos culinários. :-)