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sábado, 19 de setembro de 2009

Pssst!! Se faz favor....queria uma relação perfeita.




Bom dia. Já que estou vivo e me sinto só, queria uma pessoa quase perfeita para partilhar a vida.
Parece estranho, não? Nas nossas vivências precisamos, num ou noutro momento ou então sempre, de alguém com quem partilhar alegrias e problemas. Faz parte do ser humano, uma emotividade intensa. Uns disfarçam-na com o trabalho, com o amor a si próprio e egoísmo sentimental, mas existe sempre.
Esta sociedade de consumo onde somos bombardeados por imensa publicidade e todos os dias analisamos centenas de factos, comparando características, decidindo qual o melhor, mais barato, provamos marcas e satisfazemos a curiosidade do provar encontra de alguma forma um paralelo na nossa vida sentimental. Queremos uma mulher mistura de Beyonce com Katy Perry, com pozinhos de Katherine Heigl e a mente da Dra. do apoio sexual.
Mas encontramos alguém que nos diz algo...os olhos, o aspecto, a forma de falar, aquele sorriso, algo nos puxa irremediavelmente para o queremos para nós. Brinca-se com as palavras, joga-se a batalha da sedução e...ás vezes ganha-se. E é terrivelmente bom. A adrenalina e as hormonas inundam-nos nos primeiros beijos, nos primeiros toques, mas vamos conhecendo a pessoa e recebemos também tudo que ela tem, de bom e de menos bom. Com o tempo tendemos a desvalorizar o ser que temos ao nosso lado, e pior, a olhar para os novos "modelos que saíram este ano". Os beijos, os toques, a troca de prazer começa a não ser tão inesperada, a curiosidade perde-se um pouco. O que comparado com o desconhecido da pessoa que encontrámos no café ou a colega do emprego ou a empregado de bar onde se costuma ir, começa a perder terreno. Voltamos a ser o "descobridor", que quer saciar a curiosidade e fazer inverter vertiginosamente a montanha russa da sedução e da insinuação em que se converteu a nova "amizade". Todos queremos abrir a caixa, provar o queijo, podemos é entrar na ratoeira.
Que dizer á pessoa que tal como nós investiu na relação? Desculpa, mas passou? É só uma brincadeira e depois volto para ti? Sou de várias pessoas? É só sexo?
Talvez por este receio procuramos a melhor pessoa possível para nós, quase perfeita. Linda, inteligente, espirituosa, compreensiva, trabalhadora, sensual e uma fera na cama. Tudo para nos precaver de matar as curiosidades que um dia nos vão aparecer, e poder ganhar a luta entre manter o excelente modelo velho que temos ou provar o novo desconhecido modelo.
Todas as desculpa são boas para evitar queremos descobrir a novidade. Para o homem é mais complicado resistir aos encantos do que ainda não se provou. Porquê? Porque temos tendência a querer provar várias para descobrir quem queremos amar. Porque, na nossa cabeça,sermos amados por várias significa que somos excelentes homens e porque no nosso crescimento não fomos habituados a controlar o apetite pelo fruto proibido, mas antes a fazer crescer a ânsia de o comer, porque "é de homem". A mulher tende a não sobrevalorizar características sexuais. Ama e tenta amar até ao fim, amenizando os defeitos.Provavelmente prefere a estabilidade, a segurança de uma relação construída, o pai para os filhos. Acho que o amor feminino é mais puro, mas emotivo,embora já o tenha sido mais... O homem é menos capaz de se sacrificar pela estabilidade da relação, pela sua leveza de consciência ( principalmente porque parece ser capaz de comer fora e entrar em casa com toda a leveza do mundo perguntando se a comida está pronta ). É capaz também de ir buscar pão á padeira, peixe á peixeira, e carne á mulher do talhante, sendo que em casa tem a esposa que trata dos filhos, sem a tratar como o hipermercado que consegue ser.
Os homens gostavam de casar com a mulher quase perfeita. Porquê quase perfeita? Porque se fosse perfeita seria complicado atirar-lhe á cara algum defeito ou perceber que ela estava sempre certa e ele errado.
A mulher também não deve querer o homem perfeito dado que seria bastante complicado guardar aquele "naco de carne" de todas as leoas descomprometidas ou não, carentes por um homem a sério, que as trate como pessoas a sério.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Traição e relacionamentos.



Depois do texto anterior decidi escrever sobre a traição. Pensava só o fazer mais tarde, mas, o melhor é escrever sobre o tema que me vier à cabeça nesse dia.
Este texto será a primeira abordagem.
Quando duas pessoas se conhecem e se agradam a ponto de prometerem exclusividade (seja essa promessa impossível ou não), devem fazer tudo para o cumprir. Mas mais que a exclusividade, ambos devem ao outro sinceridade, respeito e cumplicidade. Assim sendo não acredito em amor total, em partilha de vida quando parte dessa vida tem de ser escondida do outro, dada a infidelidade.
Acredito que não é fácil dizer não a algumas situações de aventura, mas acredito mais que dizer esse "sim" é o inicio do fim da relação e tudo, mas tudo deve ser conversado entre 2 pessoas que se amam. Basicamente, depois de decidirem passar a vida juntos devem ao outro total transparência. A compreensão deve andar de mão dada com a partilha de situações, e o ciúme deve ser o mais saudável possível. São 2 pessoas que tomaram uma decisão ( passível de recuo ), mas estarão juntas enquanto as duas assim quiserem, nenhuma é propriedade da outra.
Se há "flirts comunicativos" externos à relação? Possivelmente. Ambos continuam a ser pessoas integradas na sociedade, objectos de desejo e de atenção. Mas isso não implica que nenhum coloque em causa a relação por causa de outra pessoa. Se o fizer, que o faça de forma consciente, comunicando que deseja terminar a relação actual e iniciar uma outra. Mas o problema agora é outro. O traidor não consegue deixar o certo, conhecido e mais monótono, pelo incerto, mais misterioso e que parece voltar a dar pimenta à vida, mas que pode ser apenas uma miragem. Assim o traidor tenta o "malabarismo" das 2 relações (quando não são mais).
A razão porque traímos? Basicamente a vontade de mais ( ás vezes menos, mas diferente ). O ser humano quer tudo.Quer ser solteiro e ser casado, quer as vantagens de todas as situações, mesmo que incompatíveis. A diferença é que as relações não são actos de consumo, pois implicam pessoas externas a nós.
Há pouca coisa pior que ser traído.
1º - é uma mentira de uma pessoa a quem demos muita importância e a quem demos a nossa fidelidade, ( ou não ), em quem investimos tempo, energia, sentimentos, sonhos, objectivos.
2º- Desprestigia e desvaloriza todos os momentos bons passados e implica voltar ao ponto 0, ou até -1 ou -2, dada a dor e a desconfiança que surge após a traição.
3º- Retira toda a importância que julgávamos ter. Há uma outra pessoa que tem igual ou maior importância na vida dele, que nos substituiu, seja na cama, ou no coração dele. É um murro no nosso ego e auto-estima.
O pior nem é o que ele(a) fez com a outra pessoa. O pior é ter-nos enganado. quantas vezes nos enganou e quantas vezes mais nos iria enganar?
A "segurança" que o símbolo casamento tinha, foi completamente posta por terra.
Mas já ninguém é enganado pelo símbolo casamento. Ás vezes parece que até piora :-)
No meu caso...a sensação de ser descoberto na traição é-me tão amarga, que prefiro dizer sempre a verdade e prefiro o mesmo. A má verdade dói menos que uma má mentira.
A traição conhecida e permitida, não é traição. É partilha.
Mas isso desenvolverei noutro texto.