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quarta-feira, 4 de março de 2009

Os Sexos e o Sexo...



Não pretendo fazer deste texto uma forma de justificar o comportamento de homens ou mulheres em relação ao Sexo, apenas mostrar as pressões e as condicionantes que todos nós sentimos, em relação a este acto. Decidi fazer este texto, motivado pela leitura dos comentários de algumas mulheres que afirmam que o "homem só pensa em sexo" e que isso é para ele a coisa mais importante na vida.
Para analisar esta constatação devemos observar as várias vertentes do Sexo. A vertente física, a vertente hormonal, a vertente animal, a vertente social, a vertente económica e a vertente emocional.

Na questão física, temos de verificar anatómicamente a situação, em que a mulher é a "penetrada" e o homem o "penetrador" ( isto em principio :-)), o homem tem o seu prazer quase garantido e a mulher pode passar por uma experiência desagradável e fisicamente e emocionalmente dolorosa ( muitas vezes é quase um acto feito por uma pessoa e um "objecto" ), a mulher "submete-se" ao homem, ( geralmente mais passiva no acto, espera ela que o homem seja capaz de o desempenhar com cuidado e especialmente carinho, e mais do que prazer espera validação emocional ).
Para além disso, sem grande explicação, a mulher nasce ( em principio ) com um "sêlo de segurança" que comprova se a "embalagem" já foi violada, e que cada vez menos tem importância, mas que já foi motivo de tudo desde rejeições, renegações a guerras e assassinatos. Também isso influi fisicamente no seu comportamento inicial em relação ao sexo e deixa a sua marca na na sua forma de encarar o sexo.

No fundo ou no início somos animais e acredito que tenhamos instintos básicos, devido também aos mecanismos hormonais e de sobrevivência ancestrais. O macho ( no caso da maioria dos mamíferos em bando) tem uma "mania" de tentar conquistar o maior número de fêmeas e agressivamente lutar pelo direito á procriação com as mesmas.
A "pressão" da testosterona e da oxitocina e os nossos "cliques" de procriar ( o máximo possível no caso dos homens e em segurança familiar e de recursos, no caso das mulheres ) também terão uma palavra a dizer, mesmo que apenas residualmente. O homem acorda de manhã quase sempre com desejo sexual irreflectido e a sua sexualidade está um pouco associado a um instinto agressivo de possessão( muitas mulheres transsexuais experimentaram um aumento exponencial do desejo sexual e da agressividade após a administração usual de hormonas masculinas para a transformação ). A violação será aqui a expressão máxima do poder da pressão sexual e hormonal sobre o homem, na qual agressivamente ele cede totalmente à necessidade de satisfação de prazer e desrespeita totalmente o direito de uma outra pessoa à sua própria vontade, integridade física e emocional. ( regressão do "homo sapiens" ao "austrolopitecus" ).

Temos também a vertente social, a qual advoga que homem "deverá ser viril, interessado em mulheres e alguns comportamentos são desculpáveis porque lhe são próprios" enquanto a mulher " deverá guardar-se, ser sexualmente discreta e ter juízo ou então engravida". Basicamente homem que tenha andado com várias mulheres é macho, mulher que tenha andado com vários homens é "puta". Isto surge enraizado em séculos de glorificação da virgindade feminina, ( injusta pela incapacidade da comprovação da virgindade masculina ), e pelo facto de ser a mulher a que pode aceitar ou não os sempre presente desejos masculinos ( a culpa será sempre dela que "cedeu" ) e o receio da homossexualidade masculina ( será que não há nenhuma relação entre a homossexualidade masculina e as experiências de descoberta entre amigos na falta de contacto feminino?). No fundo a sociedade ( homens e mulheres ) têm receio da liberdade sexual da mulher ( nas suas diferentes idades ) e as mudanças que isso pode acarretar. É um poder bastante grande e que revolucionaria imensos dos conceitos presentes até agora existentes. Imaginem o que seria se todas as mulheres pudessem ter o mesmo comportamento liberal dos homens. Várias instituições sociais correriam perigo, tal como o casamento, a procriação e a prostituição.

Em relação à vertente que denomino de económica decorre do desequilíbrio da "oferta e procura" de Sexo na sociedade. Há uma mole de homens à procura de sexo e uma escassez de "oferta do bem sexo", dados os critérios considerados necessários pelas mulheres. ( As minhas desculpas a quem fica chocado com esta frase, mas é culpa da formação própria ) lol. Mas a verdade não deixa de ser essa. A mulher tende a querer escolher especificamente com quem quer fazer sexo, e o homem não consegue ter acção absoluta sobre esse facto ( a menos que pague a uma mulher que venda o seu corpo, em dinheiro ou outras benesses ). Reparem na discrepância entre o número de prostitutas e de gigolos. A mulher tem sexo quase quando quiser, o homem só quando a mulher aceitar, e muitos são os "não", até lá chegar. Assim, muitas vezes o homem torna-se mentiroso e dissimulado, tentando tudo fazer para subverter a exigência crescente da mulher, com promessas do que ela "espera ouvir". A verdade acerca dos seus sentimentos virá ao de cima quando ele se cansar, ou não, do sexo que tem com ela. Sexo cansa, a comunhão de sentimentos e de personalidades não.( E este "jogo de póker", com apostas cada vez maiores de cada um dos lados, está cada vez pior. Uns mentem, os outros têm medo de ser "enganadas" mais uma vez ) .

Quanto à vertente emocional, o homem, quando faz sexo com uma mulher, tem a certeza que a mulher gosta dele de alguma forma, o aceita e o valida, enquanto a mulher não sabe se o homem gosta dela ou apenas a quer possuir, dada a avidez deste em o concretizar. Há um desequilibro notório no ganho de Ego e concretização pessoal e emocional dos 2 seres. O homem quando faz sexo, tem 3 ganhos, o prazer, a conquista de um objectivo e a garantia de devoção de uma mulher. A mulher, por seu lado, pode, no final do acto, não ter ganho qualquer dos 3. Também por isso muitas vezes usa o sexo, a perspectiva dele ou a falta dele, como arma de conquista, sedução e poder.
O peso do homem, emocionalmente, é necessitar sentir que foi capaz de dar prazer à mulher ( até nisso, a mulher por amor, ou necessidade que a coisa acabe depressa simula o seu orgasmo ). Apesar de tudo, e da insensibilidade masculina tão publicitada, tentem, mulheres, dizer a um homem, mesmo que não goste de vocês, que o sexo que ele vos deu não foi de forma alguma satisfatório, e que o João o fazia bem melhor. Ou que todos os orgasmos tiveram de ser fingidos. Tal como a mulher deseja imenso que o homem desfrute do prazer e ela seja a razão dele, também o homem necessita de se sentir realizado, mesmo que ás vezes seja demasiado egoísta na sua realização. A mulher deseja imenso que o homem ejacule dentro dela ( sem consequências ) e o homem deseja imenso ouvir os gemidos de prazer dela, razão pela qual ás vezes até se torna bruto.

Sexo é para os 2 seres uma experiência física e emocional, embora em doses diferentes consoante o sexo e o individuo. É no meio que estará a virtude, e no aproximar dos 2 extremos, da fisicalidade pura e da emocionalidade exacerbada.
Sexo é um momento único, entre 2 seres, no qual deixa de haver intimidade de cada um e passa a haver intimidade dos 2. Tudo aquilo que se escondeu durante anos passa a ser público para os 2 ( ou para a comunidade internauta quando publicado , lol, brincadeira ).

PS: Tenho 3 conselhos para os amantes, no sentido de apreciar a partilha da intimidade: o banho a dois, a conversa pela madrugada fora (encaixadinhos e nus )sobre as mais variadas situações da vida e os olhos nos olhos enquanto fazem sexo ou amor.

terça-feira, 3 de março de 2009

Motivado pelo texto do Seinfeld


Em conversa com uma amiga do Netlog decidi deixar vaguear a minha mente e as minhas palavras pelo que o Seinfeld toca, de tal forma que todos nos sentimos identificados por esse texto.
No meu entender as questões sexuais são apenas a pimenta do texto, para lhe dar mais graça, e porque muitas vezes um humorista vai buscar as suas experiências e é sempre um homem, muitas vezes a falar para homens. ( claro que a plateia vai ter imensas mulheres mas todas se vão rir se tiverem capacidade de encaixe ).

Primeiro de tudo devo realçar que todas as generalizações que faço relativamente a homens e mulheres são apenas isso, meras generalizações. Cada vez menos há o "comportamento masculino" e o "comportamento feminino". Para o bem e para o mal.
Acredito que todos nós já passamos por isto. Querer conquistar a nossa amiga(o), e ela estar interessada noutra pessoa, da qual muitas vezes ela diz raios e coriscos. O tipo maltrata-a, não lhe liga, ela pergunta a nossa opinião sobre as intenções dele, o que achamos que ela deve fazer, se depois de tudo que se passou deve voltar para ele, ás vezes até conta detalhes da intimidade deles e nós "aguentamos" e tentamos ajudar, cheios de inveja e ciúmes. Parecemos estar "riscados do mapa", carimbados como amigos.
Quer homem quer mulheres têm por vezes a tendência de se apaixonarem e desejarem pessoas que as subestimam ou que não as tratam como elas gostariam. Muitas vezes é por isso mesmo que as sobrevalorizam, porque parecem inatingíveis e continuam a dizer "não". " Mas ela diz não porquê? Logo eu que sou tão isto e aquilo". É uma batalha pela "reparação do ego ferido". Isso também acontece comigo quer como sujeito activo quer como sujeito passivo dos "avanços sentimentais". Magoa bastante ser o amigo e não aquilo que desejávamos ser para a outra pessoa. E homens e mulheres sentem isso. Ás vezes dói tanto que é preferível esquecer a amizade. Pior ainda é quando a pessoa de quem queremos algum carinho, aceitação, nos dá alguma esperança ( nos leva sozinhos a um bar, vamos passear à beira-mar ou se fica a conversar no carro, na praia ou um lugar isolado com vista para o rio com todos os carros ao redor com os seus vidros ressoados )e nós damos o passo em frente e verificamos que tudo aquilo era apenas "amizade". A dor é ter de matar a "esperança" emocional e sexual que cultivamos em casa a pensar nela, a preparar o próximo passo de aproximação, e quando a carência bate é nela que pensamos. Mas ela diz que não pensa em nós dessa forma. O grande problema é que no caso do homem ele até nem ficava muito chateado, podia-se começar como amigo e quem sabe conquistá-la ( algumas mulheres também tentam essa estratégia ), mas geralmente falha. Sem a fagulha inicial da paixão as relações não são tão intensamente vividas.
Pessoalmente acho que amar e não ser amado é das piores sensações que existem, não ser aceite pela pessoa que colocámos no "pedestal-mor da nossa Capela" é auto-destrutivo, provavelmente nem é amor, porque amor é entre 2 pessoas, um diálogo e não um monólogo. Não poder concretizar a relação, saber como poderia teria sido estar com ela, como teria sido sentir o beijo dela, se a relação teria pernas para andar ou não é a Interrogação Torturante. A todos vós que se queixam porque só o(a) tiveram por alguns dias ou meses, eu digo-vos: "Sortudos de uma figa"!!! Tiveram a oportunidade de comprovar a possibilidade ou não da relação, tiveram uma hipótese de viver emoções com ele(a), que é bastante melhor do que alguém que cultivou uma vã esperança teve. Esse vai ter de engolir o sapo sem água e tentar convencer-se de que aquilo nunca ia dar certo ( senão dá em maluco ). Vai até possivelmente conhecer um dia o tipo que afinal ficou com ela e ter de fazer uma representação digna de Óscar.
Nesta não coincidência de vontade sentimentais entre 2 amigos criam-se 2 dilemas. Na pessoa que deseja iniciar a relação , fica dividida entre abandonar a amizade para não sofrer ou manter-se amigo e deixar os sentimentos dissiparem-se no tempo (ambas magoam ), a pessoa que não deseja iniciar, fica dividida entre diminuir o contacto com o amigo para não o magoar, deixando de lhe contar tudo aquilo que os tornava ainda mais íntimos como amigos ou tentar convencê-lo de que são só amigos e é isso que devem valorizar e apreciar. No meio disto há ainda aquelas pessoas que fazem do amigo "ioiô".
Passo a explicar. Quando precisam de atenção e carinho puxam, quando têm medo que ele esteja demasiado perto e com a ideia errada, empurram, mas não para longe, pois podem precisar dele brevemente, para apanhar os cacos que o "ser extraordinário que ela ama" provocou. Os homens (geralmente) têm ainda uma outra que é torna uma amiga em amiga colorida e continuando a desejar aquela que não conseguem conquistar.( Esperança sim, mas sem fome. O martelo para martelar e a chave de parafusos para desaparafusar, cada coisa no seu lugar).
Se é mau um homem aproveitar-se da paixão de uma mulher para a levar para a cama (enganando-a em relação aos seus verdadeiros objectivos e possibilidades da relação) também não é melhor aproveitar-se do desejo de correspondência de vontades para obter vantagens de qualquer tipo ( é apenas outra forma de enganar, mas sem sexo no meio, apenas devoção e favores ). Há mulheres que se aproveitam disso, abusam do poder.
Há também quem se engane a si próprio. O estado de carência e necessidade de atenção e intimidade geram muitas vezes esperanças nas pessoas em relação ás quais estão mais próximas e os amigos são os melhores "alvos". No entanto eu digo: "não devem 2 amantes ser antes de tudo amigos? Porque não basear a relação na amizade? sem amizade, amantes deixam de o ser rapidamente. Mas há uma condição que perturba tudo. Do amigo não esperamos mais do que a amizade, não o julgamos em muitos dos valores que fazemos em relação à pessoa que queremos para nós. Ele é assim, já o conhecemos há muito, se calhar é das pessoas que conhecemos melhor. Ora aí é que está o problema, creio eu. Já somos conhecidos, já sabem o que de bom e de mau temos. O "outro" tem uma vantagem imensa, difícil de superar. É uma personalidade ainda com imenso mistério, de quem ela não sabe tudo, o bom e o mau, como se comporta nesta e naquela situação. Assim, a paixão floresce mais facilmente, porque no seu estado "febril" ele seguramente será aquilo que ela espera que ele seja, pois assim lhe diz a esperança. A mesma que nós temos acerca dela, mas por "febrilidades" diferentes.
Quando nos apaixonamos desculpamos demasiado, tudo no sentido de sermos validados e concretizarmos a nossa Teoria da Felicidade: " só com ele vou ser feliz".
Se não corrermos atrás dos sonhos, seremos ainda mais infelizes do que o que seríamos se não corrêssemos.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

2º Salão Erótico do Porto


Este 2º certame foi para mim o primeiro.
Foi giro.
Logo de inicio, um cartaz a avisar que não havia multibanco...lol. Boa. Lá tive eu de ir buscar dinheiro ao multibanco mais próximo. Algo a rever em futuras edições.
Depois, reparei que provavelmente a carrinha do teste da Sida provavelmente ainda não teria tido uso naquele dia. É verdade que ela existe e anda aí, mas...ninguém quer lembrar-se muito disso no dia em que se celebra os devaneios sensoriais a que chamamos Sexo.
Entrei e fui percorrendo as bancas, lá recebi uma Tabu ( ainda existe ) e vi o Sexus de soslaio. Depois fui ver os shows free e fui filmando. Recebi um olá acenado por uma loira que soube que estava a ser filmada a que eu respondi com outro aceno ( não sou mal educado) :-)
Muito giro e muito saudável, com vários casais e gentes de todas as idades, se bem que podiam ainda ser mais. Vi um show lésbico a 3 euros do melhor...com uma loirinha chamada Bianca que é lindíssima. Ambas da Républica checa. Faz pensar...
Por um lado, o voyeurismo é inerente ao homem e mesmo aos animais, e é algo com muita força, mas...no fundo, é um mundo com contornos estranhos e relações monetárias difusas. Os nossos instintos afloram na pele, e nota-se perfeitamente no olhar dos homens e de algumas mulheres que lá estavam que...cheirava a hormonas no ar. Gostei tanto da cena que no fim passei por lá mais uma vez para queimar na retina mais umas imagens da Bianca. Sou sensível á beleza feminina.
Quase todas altas e magras, pecando, na minha opinião, por demasiado magras.
Pensei que a atmosfera fosse mais pesada e soturna, mas...estava solta, muita gente a gracejar. Do melhor, duas situações. O miúdo de 19 anos chamado ao palco por 2 strippers, que não sabia onde se meter o que deixar despir...( o pai no público a incentivar )e o caso de um casal de amigos que 2 outras stripers fez com que se beijassem e pedissem um ao outro em namoro, para além de roços, amassos e uma volta ao palco com ele de gatas com uma das stripers nas costas e a "nova namorada" a puxar o cinto que servia de trela improvisada.. Vamos ver no que dá, mas era giro poder contar aos netos que começaram o namoro num festival erótico :-).
Foi muito querido.
Estava eu a virar-me para continuar a passear após uma vista de olhos num show, quando vejo Sophie Evans a fazer strip. Nem tenho tempo para me recompor e ela olha para mim e chama-me para lhe desapertar a tanga preta (os outros estavam todos com máquinas fotográficas). Aprendi que é melhor estar sem máquina...lol. Aqui o Je diz-lhe: " hi sophie" , chego-me perto e pergunto: " with my tongue"? ( a miuda devia querer que lhe desapertasse com as mãos, mas...pois...eu tinha de inventar...lol). Mas a língua no atilho deve ter ficado muito cénica e por magia ( e as mãos dela ) aquilo abriu-se. Um espectador seguinte ficou indiferente á oferta da Sophie da tanga e não a foi buscar. Dá Deus nozes a quem não tem dentes... :-)
Magra como as outras, apesar disso é giro ver alguém famoso. É como ver o Papa, mas ao contrário..:-D
Outra imagem digna de nota é a quantidade de casais que se viam a escolher e a levar filmes porno. Agrada-me ver que o casal toma isso como parte da sua vida conjunta.
Longa vida á vida sem tabus nem preconceitos.


PS: ( foi giro também contar aos pais conservadores:" fui ao pavilhão multiusos ver o Salão Erótico ) - sou mau.